Fundamentos da imagem digital
- Definir pixel, matriz, profundidade de bits e faixa dinâmica.
- Relacionar o tamanho do pixel à resolução espacial e calcular a frequência de Nyquist.
- Explicar as vantagens e limitações da imagem digital em relação ao filme.
A substituição do filme radiográfico por sistemas digitais mudou o trabalho do profissional das técnicas radiológicas. A câmara escura, a processadora e o negatoscópio deram lugar a detectores, estações de trabalho, redes e servidores. A física da formação da imagem nos tecidos continua a mesma, mas o modo como a informação é registrada, processada e exibida exige novos conceitos. Esta aula apresenta esses fundamentos.
1.1.1Imagem analógica e imagem digital
No filme, a imagem é contínua: a densidade óptica varia gradualmente de um ponto a outro, e o mesmo meio serve para registrar, exibir e arquivar a imagem. Na imagem digital, essas funções são separadas. O detector registra a radiação, o computador converte o sinal em números, a estação de trabalho exibe a imagem e o sistema de arquivamento a guarda. Essa separação permite ajustar a imagem depois da aquisição, transmiti-la e armazená-la sem perda de qualidade.
1.1.2Pixel e matriz
A imagem digital é uma grade de pequenos elementos chamados pixels (de picture element). A grade inteira é a matriz, descrita pelo número de linhas e colunas (por exemplo, 3000 × 3000). Cada pixel recebe um número que representa a intensidade do sinal naquele ponto, convertido em um tom de cinza na tela. Em métodos tomográficos, cada pixel representa um volume de tecido, chamado voxel.
Para o mesmo campo de visão, uma matriz maior significa pixels menores e, potencialmente, mais detalhe. O tamanho do pixel nos detectores de radiografia geral costuma ficar entre cerca de 100 e 200 µm; em mamografia, é menor.