Radiografia computadorizada (CR)
- Descrever o funcionamento da placa de fósforo fotoestimulável e do leitor de CR.
- Aplicar os cuidados de manuseio, leitura e apagamento das placas.
- Reconhecer os artefatos mais comuns em CR e suas causas.
A radiografia computadorizada (CR) foi a primeira tecnologia digital a se difundir nos serviços de radiologia, porque permite digitalizar a rotina usando os mesmos equipamentos de raios X: o chassi com filme é substituído por um chassi com placa de fósforo, e a processadora, por um leitor. Ainda é comum em serviços menores, em equipamentos móveis e em regiões onde a troca para detectores diretos não foi concluída.
1.2.1A placa de fósforo fotoestimulável
A placa de imagem (IP, de imaging plate) contém uma camada de cristais de fósforo, geralmente fluorohaleto de bário dopado com európio (BaFBr:Eu). Quando os raios X atingem a placa, parte da energia faz elétrons saltarem para níveis de energia mais altos, onde ficam "presos" em armadilhas do cristal. A quantidade de elétrons presos em cada ponto é proporcional à radiação recebida: essa distribuição é a imagem latente.
1.2.2Leitura e apagamento
No leitor, um feixe de laser varre a placa ponto a ponto. A luz do laser (vermelha ou infravermelha próxima) libera os elétrons presos, que, ao retornarem ao estado normal, emitem luz azul-violeta. Essa luz é captada por um sistema óptico e um fotomultiplicador ou fotodiodo, convertida em sinal elétrico e digitalizada. Após a leitura, a placa é exposta a uma luz intensa que apaga a informação residual e a deixa pronta para o próximo uso.