Prévia gratuita · Módulo 1: Aquisição da imagem digital

Radiografia digital direta (DR)

Objetivos de aprendizagem
  • Diferenciar detectores de conversão indireta e de conversão direta.
  • Comparar CR e DR quanto a fluxo de trabalho, dose e qualidade.
  • Aplicar os cuidados de uso, calibração e conservação dos detectores digitais.

Na radiografia digital direta (DR), a imagem aparece no console poucos segundos depois da exposição, sem chassi para levar a um leitor. Essa rapidez muda a rotina: o profissional avalia o posicionamento e a exposição ainda com o paciente na sala, e o exame segue imediatamente para o sistema de arquivamento. Por trás dessa simplicidade há detectores sofisticados, caros e sensíveis, que exigem cuidados específicos.

1.3.1O detector de painel plano

O detector de painel plano (FPD, de flat panel detector) é formado por uma camada que interage com os raios X sobre uma matriz de transistores de filme fino (TFT) de silício amorfo. Cada elemento da matriz corresponde a um pixel e armazena uma carga elétrica proporcional à radiação recebida. Após a exposição, a eletrônica lê as cargas linha por linha e forma a imagem digital.

1.3.2Conversão indireta e direta

  • Conversão indireta: um cintilador converte os raios X em luz, e fotodiodos de silício amorfo convertem a luz em carga. O cintilador mais usado é o iodeto de césio dopado com tálio (CsI:Tl), que cresce em estrutura de agulhas que guiam a luz e reduzem o espalhamento lateral; também se usa oxissulfeto de gadolínio (Gd₂O₂S), mais barato e com maior espalhamento.
  • Conversão direta: um fotocondutor, geralmente selênio amorfo (a-Se), converte os raios X diretamente em cargas elétricas, que são conduzidas por um campo elétrico até os eletrodos dos pixels, com pouco espalhamento lateral. Oferece alta resolução e é muito usado em mamografia.

Gostou do estilo? O restante da aula e o curso inteiro são gratuitos.

Continue lendo grátis → criar conta

Sem mensalidade · Sem cartão para se inscrever · Acesso na hora