Prévia gratuita · Módulo 1: Os riscos do ambiente de RM

Os três campos da ressonância magnética

Objetivos de aprendizagem
  • Descrever, de forma simplificada, como a ressonância magnética forma imagens.
  • Identificar os três campos usados no exame e o risco principal associado a cada um.
  • Explicar por que a segurança em RM exige uma cultura própria, diferente da proteção radiológica.

A ressonância magnética (RM) não usa radiação ionizante, o que levou durante muito tempo à ideia equivocada de que seria um exame "sem riscos". Na prática, o ambiente de RM tem perigos próprios, alguns capazes de matar em segundos: objetos atraídos pelo ímã com força de projétil, implantes que deixam de funcionar ou aquecem, queimaduras e asfixia por gases criogênicos. A boa notícia é que quase todos os acidentes são evitáveis com triagem, controle de acesso e procedimentos bem seguidos. Esta aula apresenta a base física necessária para entender esses riscos.

1.1.1Como a imagem é formada

O corpo humano é rico em água e gordura, e portanto em núcleos de hidrogênio (prótons). Cada próton se comporta como um pequeno ímã. Dentro de um campo magnético intenso, os prótons tendem a se alinhar com o campo e passam a girar (precessar) em uma frequência que depende da intensidade do campo, chamada frequência de Larmor: cerca de 42,58 MHz por tesla para o hidrogênio, ou seja, cerca de 64 MHz em 1,5 T e 128 MHz em 3 T.

Um pulso de radiofrequência nessa frequência desloca os prótons do equilíbrio. Quando o pulso termina, eles retornam ao estado inicial (relaxação) e emitem um sinal captado pelas bobinas. Os gradientes de campo magnético codificam a posição de cada sinal, e o computador reconstrói a imagem. O contraste depende de como cada tecido relaxa, descrito pelos tempos T1 e T2.

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