Zonas de acesso e organização do serviço
- Descrever as quatro zonas de acesso definidas pela IN Anvisa nº 97/2021 e pelo ACR.
- Diferenciar pessoal de RM de níveis 1 e 2 e as funções de responsabilidade pela segurança.
- Relacionar os requisitos estruturais da IN 97/2021 aos riscos que eles controlam.
A maior parte dos acidentes graves em RM aconteceu porque alguém não treinado entrou com um objeto perigoso em uma área onde não deveria estar. A resposta a esse problema é organizar o espaço em zonas de risco crescente e definir quem pode circular em cada uma e sob qual supervisão. Essa organização é exigida pela norma brasileira e detalhada nas recomendações internacionais.
1.4.1As quatro zonas
A IN nº 97/2021 (art. 8º) adota a divisão em quatro zonas, compatível com a do ACR:
| Zona | Definição (IN 97/2021) | Na prática |
|---|---|---|
| I | Ambientes de livre acesso para os indivíduos do público | Entrada, corredores, recepção geral |
| II | Ambientes externos adjacentes à zona III, onde ocorrem acolhimento, anamnese, preparo do paciente e avaliação de compatibilidade de objetos | Recepção do setor, vestiário, sala de preparo, triagem |
| III | Ambientes adjacentes à zona IV, com circulação restrita pelo risco de eventos adversos causados pela interação com o campo magnético | Sala de comando e corredor de acesso à sala do magneto; acesso controlado e supervisionado |
| IV | Sala onde está instalado o equipamento de RM | Sala do magneto; porta fechada exceto quando necessário |
Fonte: Brasil, Anvisa, IN nº 97/2021, art. 8º; ACR Manual on MR Safety (2024), cap. 3.
O ACR acrescenta que a Zona IV, nos magnetos supercondutores, deve ter sinal luminoso vermelho com o aviso de que o ímã está sempre ligado, e define uma área de ventilação de criogênicos, de acesso restrito e sinalizado, junto à saída do tubo de exaustão (quench).