Anatomia da mama aplicada ao exame
- Descrever a anatomia da mama relevante para o posicionamento mamográfico.
- Relacionar a composição da mama à sensibilidade do exame e à técnica.
- Usar quadrantes e notação horária para localizar achados e áreas de interesse.
Posicionar uma mama é, em grande parte, trabalhar com a mobilidade dos tecidos. Saber onde a glândula termina, o que está fixo e o que se move permite trazer para o receptor o máximo de tecido, inclusive as regiões que mais escapam do campo: a cauda axilar, a região posterior junto ao músculo peitoral e o sulco inframamário.
1.2.1Estrutura geral
A mama situa-se sobre a parede anterior do tórax, à frente do músculo peitoral maior, e se estende, no adulto, aproximadamente da segunda à sexta costela e do esterno à linha axilar média. Uma extensão do tecido glandular em direção à axila forma a cauda axilar (cauda de Spence), região onde surgem muitos tumores e que deve ser incluída no exame.
O tecido mamário é composto por:
- Tecido glandular (parênquima): organizado em 15 a 20 lobos, cada um com lóbulos que produzem leite e ductos que convergem para o mamilo. A maioria dos carcinomas se origina na unidade ductolobular terminal.
- Tecido conjuntivo fibroso (estroma): sustenta os lobos; inclui os ligamentos de Cooper, que fixam a glândula à pele e à fáscia.
- Tecido adiposo: preenche os espaços e aumenta com a idade e após a menopausa.
Entre a glândula e o músculo peitoral existe o espaço retromamário, ocupado por gordura. Tumores nessa região posterior só aparecem se o posicionamento trouxer o tecido junto à parede torácica para dentro do campo.
1.2.2Bordas móveis e fixas
Um princípio clássico do posicionamento é mover a borda móvel em direção à borda fixa. As bordas lateral e inferior da mama são móveis; as bordas medial e superior são relativamente fixas. Assim: