Controle de qualidade e critérios de imagem
- Descrever o programa de controle de qualidade exigido pela IN Anvisa nº 92/2021.
- Executar e registrar o teste diário de qualidade da imagem com simulador.
- Avaliar a imagem clínica com critérios objetivos e reconhecer artefatos e causas de repetição.
Em mamografia, a diferença entre uma imagem boa e uma imagem que esconde um câncer pode ser pequena demais para ser percebida a olho nu. Por isso, a qualidade não é avaliada apenas na imagem da paciente: o equipamento é testado de forma periódica e padronizada, e os resultados são registrados e acompanhados ao longo do tempo. O profissional das técnicas radiológicas executa parte desses testes e é quem primeiro percebe quando algo muda.
2.4.1O programa de garantia de qualidade
Desde 2012, a Portaria GM/MS nº 531 instituiu o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM), que se aplica a todos os serviços que realizam mamografia, públicos ou privados, conveniados ou não ao SUS. No campo sanitário, a RDC nº 611/2022 exige que todo serviço de radiologia mantenha um programa de garantia de qualidade, e a IN nº 92/2021 define, no Anexo I, a relação mínima de testes de aceitação e de controle de qualidade para mamografia, que deve ser complementada pelos testes indicados pelo fabricante.
| Periodicidade | Quantidade | Exemplos |
|---|---|---|
| Diária | 3 | Qualidade da imagem com simulador (todos os sistemas); sensitometria e temperatura da processadora (somente mamografia convencional) |
| Anual | 26 | Dose glandular média, compensação do CAE para diferentes espessuras, força e alinhamento da compressão, indicação da espessura, qualidade do receptor, entre outros |
| Quadrienal | 2 | Testes de periodicidade longa definidos no Anexo I |
Fonte: Brasil, Anvisa, IN nº 92/2021, Anexo I; CBR, Comissão Nacional de Mamografia, parecer sobre a periodicidade do teste de qualidade da imagem (2022). Os testes também são exigidos na aceitação e após reparos.
2.4.2O teste diário com simulador
O teste de qualidade da imagem usa um simulador radiográfico de mama (phantom) com estruturas que imitam fibras, microcalcificações e massas de tamanhos decrescentes. Ele é exposto nas condições clínicas habituais e a imagem é avaliada contando quantos objetos de cada grupo são visíveis, além de verificar artefatos, uniformidade e os valores de exposição. Os resultados são registrados e comparados com os da imagem de referência obtida após o teste de aceitação.