Prévia gratuita · Módulo 2: Posicionamento e qualidade

Compressão, implantes e situações especiais

Objetivos de aprendizagem
  • Explicar os benefícios da compressão e aplicá-la de forma eficaz e respeitosa.
  • Realizar o exame em pacientes com implantes mamários, incluindo a manobra de Eklund.
  • Adaptar o exame a pacientes com limitações físicas, mama masculina e mama operada.

A compressão é o passo mais temido pelas pacientes e um dos mais importantes para a qualidade do exame. Uma compressão bem explicada, aplicada de forma gradual e na medida certa, melhora a imagem, reduz a dose e torna a experiência mais tolerável. Esta aula também trata de situações em que o roteiro padrão precisa ser adaptado.

2.3.1Por que comprimir

  • Reduz a espessura e, com ela, a dose e a radiação espalhada, melhorando o contraste.
  • Uniformiza a espessura, tornando a exposição mais homogênea entre a base e o mamilo.
  • Afasta os tecidos e diminui a sobreposição, que pode esconder ou simular lesões.
  • Imobiliza a mama, reduzindo o borramento por movimento.
  • Aproxima a mama do receptor, reduzindo a ampliação e a falta de nitidez geométrica.
Comparação entre mama sem compressão, espessa e com tecidos sobrepostos, e mama comprimida, mais fina e uniforme. Ao lado, lista dos efeitos: menos dose, menos radiação espalhada, menos sobreposição, menos movimento e mais nitidez.
Figura 4 — Efeitos da compressão adequada sobre a espessura e a imagem.

2.3.2Quanta força aplicar

A IN nº 92/2021 exige que o compressor motorizado aplique, no modo automático, força máxima entre 150 e 200 N. Esse é um critério de desempenho do equipamento, e não uma meta clínica. Para a prática clínica, a Comissão Nacional de Mamografia do CBR recomenda, em mamas sem implante, força inicial de 70 a 80 N, aumentada gradualmente até que a mama esteja firme e imobilizada, respeitando a tolerância da paciente; a pele esticada e a mama "tensa" ao toque indicam compressão adequada.

A compressão deve ser aplicada pelo pedal motorizado até se aproximar do ponto ideal e completada com o ajuste manual fino, observando a paciente. Ela é liberada automaticamente ou imediatamente após a exposição.

Tabela 8 — Força de compressão: equipamento e prática clínica
SituaçãoValor de referênciaFonte
Força máxima do compressor no modo automático (teste do equipamento)150 a 200 NIN Anvisa nº 92/2021
Mama sem implante, força inicial clínica70 a 80 N, aumentando até a imobilizaçãoCNM/CBR
Mama com implante, incidência com implanteCerca de 50 NCNM/CBR
Mama com implante, manobra de Eklund70 a 80 NCNM/CBR

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