Atendimento às reações e kit de emergência
- Descrever a sequência inicial de atendimento a uma reação ao contraste.
- Conhecer os itens mínimos do kit de atendimento a reações.
- Delimitar o papel do profissional das técnicas radiológicas e da equipe médica e de enfermagem.
Quando uma reação acontece, os primeiros minutos determinam o desfecho. Um serviço preparado tem papéis definidos, material conferido e um fluxo treinado. O profissional das técnicas radiológicas geralmente é o primeiro a perceber a reação, porque está ao lado do paciente durante a injeção. Saber o que fazer — e o que não fazer — é parte da sua competência.
2.3.1Sequência inicial
- Interromper a injeção e manter o acesso venoso, que poderá ser usado para medicamentos e fluidos.
- Chamar ajuda: acionar o médico responsável e a equipe de enfermagem, conforme o fluxo do serviço; em reação grave, acionar o código de emergência.
- Avaliar o paciente: nível de consciência, respiração, pulso e pressão arterial; observar pele, voz e esforço respiratório.
- Posicionar: pernas elevadas em caso de hipotensão; sentado ou semissentado em caso de dificuldade respiratória sem hipotensão.
- Oxigênio e monitorização: oferecer oxigênio quando indicado e instalar oximetria e monitor de pressão.
- Apoiar a equipe no preparo de materiais, registro de horários e comunicação.
2.3.2Tratamento: decisão médica
A escolha e a administração de medicamentos — epinefrina, anti-histamínicos, broncodilatadores, atropina, corticoides e fluidos — são decisões médicas, executadas conforme as competências de cada profissão. Na anafilaxia, a epinefrina é o medicamento de primeira linha e não deve ser retardada em favor de anti-histamínicos ou corticoides, que têm ação mais lenta. O Manual do ACR traz tabelas de conduta para adultos e crianças, que devem servir de base para o protocolo do serviço.