Princípios dos meios de contraste
- Explicar por que algumas estruturas só são visíveis com o uso de meios de contraste.
- Diferenciar contrastes positivos e negativos e relacioná-los à atenuação dos raios X.
- Distinguir o mecanismo dos contrastes de raios X do mecanismo dos contrastes de ressonância magnética.
Muitos órgãos e vasos têm densidade muito próxima à dos tecidos vizinhos e, por isso, não se destacam na imagem. Os meios de contraste são substâncias administradas ao paciente para aumentar ou reduzir artificialmente o sinal de determinada estrutura, tornando visível o que antes se confundia com o entorno. Esta aula apresenta os princípios físicos que explicam esse efeito e a classificação geral dos agentes usados em diagnóstico por imagem.
1.1.1O problema do contraste natural
Na radiografia e na tomografia, o contraste depende das diferenças de atenuação do feixe entre os tecidos. A atenuação aumenta com a densidade física e, principalmente, com o número atômico efetivo do material. Ar, gordura, água e osso atenuam de maneira bem diferente, o que permite visualizar pulmões e esqueleto sem contraste. Já o sangue, a parede intestinal, o parênquima renal e muitos tumores têm número atômico efetivo e densidade semelhantes aos dos tecidos ao redor, resultando em pouca ou nenhuma diferença visível.
1.1.2Contrastes positivos e negativos
Os contrastes positivos atenuam mais que os tecidos e aparecem claros (radiopacos). Os mais usados são o iodo e o bário, elementos de número atômico alto (53 e 56, respectivamente). Os contrastes negativos atenuam menos que os tecidos e aparecem escuros (radiotransparentes); o ar ambiente e o dióxido de carbono são os exemplos clássicos, usados em exames de duplo contraste e na colonografia por tomografia.
No duplo contraste, um agente positivo reveste a mucosa e um agente negativo distende a luz do órgão, permitindo avaliar o relevo mucoso. Essa técnica foi muito usada em exames do tubo digestivo com bário e hoje é menos frequente, mas ilustra bem a combinação dos dois tipos.