Contrastes do trato gastrointestinal
- Diferenciar o uso de sulfato de bário e de contrastes iodados por via oral e retal.
- Reconhecer as contraindicações do bário e os riscos dos iodados hiperosmolares por via enteral.
- Orientar o preparo e a administração de contraste oral em tomografia.
O tubo digestivo é uma das regiões em que os meios de contraste foram usados primeiro e ainda hoje são essenciais. A escolha entre bário e iodo, entre contraste positivo e neutro, depende da pergunta clínica, do risco de perfuração e do risco de aspiração. Um erro nessa escolha pode transformar um exame diagnóstico em complicação grave.
1.4.1Sulfato de bário
O sulfato de bário é um sal insolúvel em água, administrado como suspensão. Não é absorvido pelo intestino e reveste muito bem a mucosa, produzindo excelente detalhe nos estudos de esôfago, estômago, duodeno, intestino delgado e cólon. Existem suspensões de diferentes densidades e viscosidades, adequadas ao exame e à técnica (contraste simples ou duplo contraste).
A principal contraindicação do bário é a suspeita de perfuração do tubo digestivo. Bário que extravasa para o peritônio ou o mediastino causa inflamação intensa (peritonite ou mediastinite por bário) e não é absorvido, podendo formar granulomas e aderências. Também se evita o bário quando há possibilidade de cirurgia imediata ou suspeita de obstrução colônica, porque a suspensão pode se espessar acima da obstrução.
1.4.2Contrastes iodados por via enteral
Quando há suspeita de perfuração ou fístula, utiliza-se contraste iodado hidrossolúvel, que é absorvido pelo peritônio caso extravase. Existem iodados hiperosmolares formulados para uso oral e retal e também os agentes não iônicos de baixa osmolalidade, que podem ser usados por essa via quando indicados.