Bomba injetora, extravasamento e função renal
- Preparar a bomba injetora e o acesso venoso com segurança.
- Reconhecer e conduzir o extravasamento de contraste.
- Compreender a lesão renal aguda associada ao contraste segundo o entendimento atual.
Em tomografia e ressonância magnética, o contraste costuma ser administrado por bomba injetora, com vazões que podem superar 4 mL/s. A bomba permite reproduzir protocolos e sincronizar a aquisição com o realce, mas também exige cuidado redobrado com o acesso venoso, a eliminação de ar e a vigilância durante a injeção.
2.4.1Preparo da bomba injetora
- Conferir produto, concentração, validade e volume prescritos.
- Carregar as seringas ou o sistema de reservatório seguindo técnica asséptica e as instruções do fabricante.
- Eliminar todo o ar das seringas e do circuito; manter a bomba com a cabeça voltada para baixo, quando o modelo exigir, para que bolhas residuais fiquem na parte posterior da seringa.
- Programar vazão, volume, fases (contraste e soro) e limite de pressão conforme o protocolo.
- Registrar os parâmetros utilizados.
2.4.2Acesso venoso
Para injeções com bomba, prefere-se um cateter periférico flexível em veia calibrosa do antebraço ou da fossa antecubital. O Manual do ACR indica preferencialmente cateter de calibre 20 G ou maior para vazões a partir de 3 mL/s. Antes do contraste, testa-se o acesso com injeção de soro fisiológico, observando dor, resistência ou aumento de volume local. Veias de mão, punho e pé, e acessos já usados por muito tempo, têm maior risco de falha em vazões altas. Cateteres centrais só devem ser usados com bomba quando forem do tipo aprovado para injeção de alta pressão (power injectable), respeitando o limite de vazão indicado.