Reações adversas: tipos e gravidade
- Diferenciar reações alérgico-símiles de reações fisiológicas aos meios de contraste.
- Classificar as reações agudas em leves, moderadas e graves.
- Reconhecer os sinais de alerta e as reações tardias.
A grande maioria das injeções de contraste ocorre sem nenhuma intercorrência. Mesmo assim, reações acontecem em qualquer serviço que administre contraste, e algumas podem evoluir rapidamente. Reconhecer o tipo e a gravidade da reação nos primeiros segundos é o que permite chamar ajuda a tempo e iniciar o atendimento correto.
2.2.1Frequência
Com os contrastes iodados não iônicos de baixa osmolalidade, as reações alérgico-símiles agudas ocorrem em menos de 1% das administrações, e as graves são muito raras. Com os agentes de gadolínio, a frequência é ainda menor. Reações fatais existem, mas são excepcionais. O baixo número não significa que a equipe possa estar despreparada: como o volume de exames é muito grande, todo serviço terá reações e deve estar pronto para elas.
2.2.2Reações alérgico-símiles e fisiológicas
O Manual do ACR separa as reações agudas em dois grandes tipos:
- Alérgico-símiles: semelhantes às alergias, com liberação de histamina e outros mediadores. Incluem prurido, urticária, edema facial, espirros, rouquidão, broncoespasmo, edema de laringe e anafilaxia com hipotensão.
- Fisiológicas: relacionadas a efeitos químicos e osmóticos do contraste. Incluem sensação de calor, gosto metálico, náusea e vômito, reação vasovagal, hipertensão, arritmias e, raramente, convulsões.
A distinção importa porque o tratamento e a prevenção são diferentes. A pré-medicação, por exemplo, só tem papel na prevenção de reações alérgico-símiles.