Prévia gratuita · Módulo 2: Incidências e avaliação da imagem

AP no leito e incidências complementares

Objetivos de aprendizagem
  • Realizar a radiografia de tórax AP no leito com o menor prejuízo possível à qualidade.
  • Indicar e executar as incidências em decúbito lateral com raios horizontais.
  • Descrever a incidência apicolordótica e outras incidências complementares.

Nem todo paciente consegue ficar em pé diante do bucky mural. Nas unidades de terapia intensiva, nas emergências e nas enfermarias, a radiografia de tórax é feita com equipamento móvel, com o paciente deitado ou sentado no leito. Além disso, algumas perguntas clínicas — líquido livre na pleura, pequeno pneumotórax, lesões apicais — exigem incidências adicionais. Esta aula reúne essas situações.

2.2.1AP no leito: princípios

Sempre que o estado clínico permitir, o paciente deve ser elevado à posição semissentada ou sentada, com a cabeceira elevada. A posição mais ereta melhora a expansão pulmonar, abaixa o diafragma e permite visualizar níveis hidroaéreos. O receptor é posicionado atrás do tórax, com a borda superior cerca de 5 cm acima dos ombros.

  • Raio central perpendicular ao eixo longo do esterno e ao receptor, centralizado cerca de 8 a 10 cm abaixo da incisura jugular.
  • Com o paciente semissentado, o raio central costuma receber leve angulação caudal (cerca de 3° a 5°) para ficar perpendicular ao eixo do esterno; isso evita a aparência lordótica e impede que as clavículas encubram os ápices.
  • Maior DFR que o espaço permitir, idealmente 100 cm ou mais; a distância usada deve ser registrada.
  • Ombros rodados para a frente quando possível; braços afastados do tórax.
  • Indicação na imagem de "AP", "semissentado" ou "supino" e da hora, especialmente em UTI, onde exames seriados são comparados.

2.2.2Tubos, cateteres e drenos

Grande parte das radiografias no leito tem o objetivo de confirmar a posição de dispositivos: tubo orotraqueal, cateter venoso central, sonda nasogástrica, drenos torácicos e eletrodos. Antes do exame, o profissional deve verificar a fixação dos dispositivos e, com a equipe de enfermagem, movimentar o paciente com cuidado. Cabos de monitorização devem ser afastados dos campos pulmonares sem desconectar dispositivos essenciais. O exame deve incluir toda a extensão necessária para avaliar o dispositivo — por exemplo, a ponta da sonda nasogástrica abaixo do diafragma.

Gostou do estilo? O restante da aula e o curso inteiro são gratuitos.

Continue lendo grátis → criar conta

Sem mensalidade · Sem cartão para se inscrever · Acesso na hora