Prévia gratuita · Módulo 2: Incidências e avaliação da imagem

Radiografia de tórax pediátrica

Objetivos de aprendizagem
  • Reconhecer as diferenças anatômicas e de radiossensibilidade da criança relevantes ao exame de tórax.
  • Selecionar posicionamento, imobilização e fatores técnicos adequados por faixa etária.
  • Aplicar as regras de presença de acompanhante e de otimização em pediatria.

A criança não é um adulto em miniatura. As proporções do tórax, o ritmo respiratório, a capacidade de cooperar e a sensibilidade à radiação mudam ao longo do desenvolvimento. A radiografia de tórax pediátrica exige planejamento, comunicação com a família e técnica adaptada, sempre com a premissa de obter a imagem diagnóstica na primeira tentativa.

2.3.1Particularidades da criança

  • Radiossensibilidade: tecidos em crescimento e maior expectativa de vida tornam a criança mais suscetível aos efeitos estocásticos da radiação; por isso, a otimização é ainda mais importante.
  • Anatomia: no lactente, o tórax é mais arredondado, as costelas mais horizontais e o timo pode alargar a silhueta do mediastino superior, achado normal que não deve ser confundido com massa.
  • Respiração: frequência respiratória alta e incapacidade de manter apneia; a exposição deve ser feita no final da inspiração, observando o movimento do abdome.
  • Cooperação: varia conforme a idade; crianças pequenas precisam de imobilização e, muitas vezes, da ajuda de um acompanhante.

2.3.2Posicionamento por faixa etária

Em recém-nascidos e lactentes, o exame é geralmente feito em AP, em decúbito dorsal, com os braços elevados ao lado da cabeça e as pernas estendidas, mantidos por dispositivos de imobilização ou pelas mãos de um acompanhante protegido. O plano sagital deve estar alinhado e a cabeça reta, porque a rotação é muito frequente nessa idade.

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