Critérios de qualidade e erros comuns
- Aplicar uma lista sistemática de critérios de qualidade à radiografia de tórax.
- Identificar a causa provável dos erros mais frequentes e propor a correção.
- Decidir, com critério técnico, quando uma imagem deve ou não ser repetida.
Liberar uma radiografia de tórax para laudo é uma decisão técnica. O profissional precisa responder a uma pergunta objetiva: esta imagem permite ao médico avaliar o que foi solicitado? Para responder com segurança, é útil seguir sempre a mesma sequência de verificação. Esta aula propõe essa sequência e organiza os erros mais comuns por causa e correção.
2.4.1Verificação sistemática em seis passos
- Identificação: nome, data, incidência, marcador de lado e, no leito, posição e horário.
- Inclusão: ápices, seios costofrênicos e paredes laterais (na PA); esterno e seios posteriores (no perfil).
- Rotação: clavículas equidistantes na PA; costelas posteriores superpostas no perfil.
- Inspiração: ao menos 10 arcos costais posteriores acima do diafragma direito no adulto.
- Exposição: índice de exposição dentro da faixa; vértebras visíveis atrás do coração; trama pulmonar até a periferia.
- Nitidez e artefatos: contornos cardíaco e diafragmático nítidos; ausência de objetos externos sobre os pulmões.
2.4.2Erros de inclusão e centralização
O corte dos seios costofrênicos laterais é o erro de inclusão mais frequente. Costuma ocorrer quando o receptor está em retrato em paciente de tórax largo, ou quando a centralização está alta demais. O corte dos ápices ocorre quando a borda superior do receptor está baixa ou quando o paciente se inclina. A correção envolve rever a referência T7, conferir a margem de cerca de 5 cm acima dos ombros e escolher receptor e orientação compatíveis com o biotipo.