Proteção radiológica e otimização no exame de tórax
- Aplicar os princípios de justificação, otimização e limitação de dose ao exame de tórax.
- Conhecer as regras da RDC nº 611/2022 sobre acompanhantes e exposição de terceiros.
- Utilizar indicadores de repetição e de exposição como ferramentas de otimização.
A dose de uma radiografia de tórax é baixa quando comparada à de outros exames, mas o volume de exames é muito grande. Pequenas falhas repetidas milhares de vezes — campo aberto demais, repetição evitável, técnica superdimensionada — resultam em exposição coletiva relevante. Por isso, o tórax é um dos exames em que a otimização tem maior impacto populacional.
1.4.1Os três princípios no tórax
A RDC nº 611/2022 da Anvisa organiza a proteção radiológica em serviços de radiologia diagnóstica com base nos princípios de justificação, otimização e limitação de dose. No exame de tórax, eles se traduzem em ações concretas:
- Justificação: o exame deve ter indicação clínica; exames de rotina sem indicação, ou repetidos sem necessidade, não são justificados.
- Otimização: a dose deve ser tão baixa quanto razoavelmente exequível, mantendo a qualidade diagnóstica. Inclui técnica adequada, colimação, posicionamento correto na primeira tentativa e controle do índice de exposição.
- Limitação de dose: aplica-se aos trabalhadores e ao público, não ao paciente. Para o paciente, usam-se valores de referência de dose como ferramenta de otimização.
1.4.2Colimação
A colimação é a medida de proteção mais eficaz ao alcance do profissional. Reduz o volume irradiado, a radiação espalhada e, consequentemente, melhora o contraste. No tórax em PA, o campo deve abranger dos ápices (cerca de 5 cm acima dos ombros) até os seios costofrênicos, e lateralmente as paredes torácicas, sem incluir abdome além do necessário. Colimar apenas no processamento digital ("recorte" eletrônico) não reduz a dose: a área já foi irradiada.