Tempo, distância e blindagem: aplicação e cálculos
- Calcular o efeito do tempo e da distância sobre a dose recebida.
- Diferenciar barreiras primárias e secundárias e conhecer as exigências para vestimentas de proteção.
- Aplicar as medidas de proteção na fluoroscopia e na radiografia no leito.
A proteção do trabalhador se apoia em três medidas físicas, válidas em qualquer serviço que use radiação. Elas são simples de enunciar, mas seu uso correto exige compreender quanto cada uma reduz a dose e em quais situações faz mais diferença.
3.2.1Tempo
Para uma taxa de dose constante, a dose recebida é proporcional ao tempo de permanência no campo de radiação:
Dose = taxa de dose × tempo
Na radiografia convencional, o tempo de exposição é de frações de segundo, e o fator tempo pesa pouco. Na fluoroscopia, em que o feixe permanece ligado por minutos, ele é decisivo. Recursos como a fluoroscopia pulsada e a retenção da última imagem permitem analisar a anatomia sem manter o feixe ligado, reduzindo a dose do paciente e da equipe.
3.2.2Distância
Para uma fonte pequena, a intensidade da radiação diminui com o quadrado da distância, relação conhecida como lei do inverso do quadrado:
I₂ = I₁ × (d₁ ÷ d₂)²
Durante uma fluoroscopia, a taxa de dose da radiação espalhada medida a 1 m do paciente é de 40 µSv/h. Qual a taxa a 0,5 m e a 2 m?
A 0,5 m: 40 × (1 ÷ 0,5)² = 40 × 4 = 160 µSv/h
A 2 m: 40 × (1 ÷ 2)² = 40 × 0,25 = 10 µSv/h
Entre 0,5 m e 2 m, a taxa cai 16 vezes. Afastar-se do paciente, mesmo um passo, é a medida de proteção mais barata e uma das mais eficazes.