Bomba injetora, fases de realce e disparo automático
- Programar e operar a bomba injetora com segurança, incluindo a purga de ar e o limite de pressão.
- Descrever as fases de realce do contraste e as indicações de cada uma.
- Comparar os métodos de sincronização da aquisição com a injeção: atraso fixo, teste de bolus e disparo automático.
O mesmo volume de contraste pode produzir uma angiotomografia excelente ou um exame inútil, dependendo de quando as imagens são adquiridas em relação à injeção. Nos tomógrafos multidetectores, a aquisição de um órgão leva poucos segundos, e a janela de tempo em que o realce é ideal também é curta. Esta aula estuda a bomba injetora, a dinâmica do contraste no organismo e as técnicas para sincronizar a aquisição com o pico de realce desejado.
6.3.1A bomba injetora
A bomba injetora administra o contraste por via intravenosa com vazão (mL/s) e volume controlados, o que não seria possível com injeção manual nas vazões usadas em TC. Os modelos atuais têm duas seringas ou reservatórios (contraste e soro fisiológico) e permitem programar várias fases de injeção, com vazões diferentes. Os principais parâmetros são:
- Vazão: em geral de 2 a 3 mL/s em exames de rotina de abdome e de 4 a 6 mL/s em angiotomografias, conforme o protocolo.
- Volume de contraste e de soro.
- Limite de pressão: valor máximo que a bomba pode atingir; se for alcançado, a vazão é reduzida ou a injeção é interrompida, o que protege o acesso venoso.
O soro fisiológico após o contraste (flush) empurra o contraste que ficaria parado no tubo e nas veias do braço para a circulação central. Com isso, melhora o aproveitamento do contraste, permite reduzir o volume e diminui os artefatos causados por contraste muito concentrado na veia subclávia e na veia cava superior.
6.3.2Segurança na injeção
- Purga do ar: antes de conectar ao paciente, todo o ar deve ser retirado das seringas e da extensão. A injeção de ar sob pressão pode causar embolia gasosa, complicação grave. Mantenha a seringa com a ponta voltada para baixo quando o fabricante assim orientar.
- Acesso venoso: o cateter deve suportar a vazão programada, segundo as especificações do fabricante. Cateteres de maior calibre (menor número de gauge, como 18G ou 20G) permitem vazões maiores. Cateteres venosos centrais só podem ser usados com bomba se forem aprovados para injeção sob pressão.
- Teste com soro: injetar soro na mesma vazão antes do contraste ajuda a confirmar a permeabilidade do acesso e a detectar extravasamento precocemente.
- Observação: sempre que possível, acompanhe o início da injeção, pelo visor ou pessoalmente, e oriente o paciente a avisar se sentir dor no local.