Prévia gratuita · Módulo 5: Dose e proteção radiológica em TC

Grandezas dosimétricas: CTDI, DLP, SSDE e dose efetiva

Objetivos de aprendizagem
  • Definir CTDI100, CTDIw, CTDIvol e DLP e explicar como são medidos.
  • Calcular o DLP, a estimativa de dose específica para o tamanho do paciente (SSDE) e a dose efetiva aproximada de um exame.
  • Interpretar corretamente os indicadores de dose exibidos no console e no relatório de dose.

A TC responde por uma parcela importante da exposição médica da população, embora represente uma fração menor do número de exames de imagem. Por isso, conhecer as grandezas usadas para descrever a dose em TC é uma competência central do tecnólogo. Essas grandezas aparecem na tela do console antes de cada aquisição, são registradas no relatório de dose e são a base da otimização e dos níveis de referência. Esta aula explica o que cada uma representa e, principalmente, o que ela não representa.

5.1.1Por que a TC precisa de grandezas próprias

Na radiografia, o feixe incide de um lado e a dose de entrada na pele é uma boa referência. Na TC, o feixe gira ao redor do paciente e a dose se distribui de forma muito mais uniforme pelo corte; além disso, cada corte recebe radiação espalhada dos cortes vizinhos. A dose em um ponto é a soma das contribuições de muitas rotações. As grandezas de TC foram criadas para descrever essa situação de forma padronizada e reprodutível.

5.1.2CTDI100 e os objetos simuladores

O índice de dose em tomografia computadorizada (CTDI, de computed tomography dose index) é medido com uma câmara de ionização tipo lápis de 100 mm de comprimento, inserida em cilindros de acrílico (PMMA) de 16 cm de diâmetro (simulador de cabeça) ou de 32 cm (simulador de corpo). Os cilindros têm orifícios no centro e em quatro posições periféricas, a 1 cm da superfície.

Em uma rotação, a câmara integra a dose ao longo de 100 mm, incluindo a radiação espalhada para fora do corte. Esse valor, normalizado pela largura nominal do feixe, é o CTDI100, medido em cada posição.

Dois cilindros de acrílico vistos de frente, um menor com 16 centímetros de diâmetro, rotulado cabeça, e um maior com 32 centímetros, rotulado corpo. Cada um tem um orifício central e quatro orifícios periféricos, a 1 centímetro da borda. Ao lado, a câmara de ionização tipo lápis de 100 milímetros e a fórmula: CTDI w igual a um terço do CTDI central mais dois terços da média dos periféricos.
Figura 9 — Objetos simuladores de cabeça (16 cm) e de corpo (32 cm) e cálculo do CTDIw.

5.1.3CTDIw e CTDIvol

Como a dose no centro é menor que na periferia (especialmente no simulador de corpo), define-se uma média ponderada, o CTDIw:

CTDIw = ⅓ × CTDI100, centro + ⅔ × CTDI100, periferia (média)

O CTDIw representa a dose média no corte para uma rotação com cortes contíguos. Na aquisição helicoidal, o espaçamento das voltas altera a dose: com pitch maior, cada ponto recebe menos radiação. Por isso define-se o CTDIvol:

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