Preparo, posicionamento e planejamento do exame
- Conduzir a recepção e a triagem do paciente antes da TC, identificando riscos e contraindicações.
- Posicionar e centralizar o paciente corretamente, registrando a orientação no console.
- Planejar o topograma e a extensão do exame de forma a garantir a cobertura necessária com a menor dose.
Grande parte da qualidade de um exame de TC é decidida antes de o tubo emitir radiação. Uma triagem incompleta pode expor um paciente de risco ao contraste sem as precauções necessárias; um posicionamento descuidado gera artefatos e aumenta a dose; um planejamento malfeito obriga a repetir séries. Esta aula descreve a sequência de cuidados que o tecnólogo deve seguir do momento em que recebe o paciente até a liberação das imagens.
6.1.1Recepção, identificação e conferência do pedido
O primeiro passo é a identificação segura do paciente, com pelo menos dois identificadores (por exemplo, nome completo e data de nascimento), conferidos com o pedido médico e com o cadastro no sistema. Em seguida, confere-se:
- a região e o tipo de exame solicitados e a indicação clínica, que orienta o protocolo (com ou sem contraste, número de fases);
- a existência de exames anteriores, que podem dispensar fases ou orientar o planejamento;
- a lateralidade, em exames de membros ou de estruturas pares.
Pedidos incompletos ou incompatíveis com a indicação (por exemplo, um protocolo de três fases para uma queixa que exigiria apenas uma) devem ser esclarecidos com o radiologista antes do exame.
6.1.2Triagem
A triagem, feita com questionário padronizado e registrada, deve contemplar:
- Possibilidade de gravidez em pacientes em idade fértil, especialmente em exames que incluam a região entre o diafragma e os joelhos. Casos positivos ou duvidosos são comunicados ao radiologista.
- Reações prévias a contraste iodado, alergias e asma, nos exames com contraste (aula 6.2).
- Função renal e fatores de risco renal, conforme o protocolo institucional: doença renal conhecida, diálise, cirurgia renal, diabetes, uso de metformina.
- Doença da tireoide (hipertireoidismo) e tratamentos programados com iodo radioativo, que podem ser prejudicados pelo iodo do contraste.
- Condições que dificultam o exame: claustrofobia, dor, dificuldade de manter a apneia, agitação, mobilidade reduzida, peso acima do limite da mesa.
O jejum depende do protocolo do serviço. Muitos serviços reduziram ou dispensaram o jejum prolongado antes do contraste intravenoso, em linha com as orientações atuais da literatura, mas ele pode ser necessário em exames que usam contraste oral ou em pacientes que serão sedados. Siga sempre o protocolo institucional.